Dia 14 de Chess
O retorno à superfície ainda era um pensamento distante quando o grupo foi conduzido por uma escolta sinistra até Azrok e sua esposa. O salão onde os Duergar reinavam era úmido e pesado, mas a figura que mais chamava atenção não era o senhor da guerra anão-cinzento. Ao seu lado, um sacerdote vestia uma túnica que parecia mais uma armadura de guerra, cravejada de tachas e manchas escuras. Em seu peito, o símbolo de seu deus piscava sob a luz de tochas fumegantes: um Machado Ensanguentado do Carrasco. Sem cerimônias, o sacerdote nos lançou uma maldição. As palavras ecoaram em uma língua antiga e dolorosa, e Thia sentiu o arrepio da magia hostil envolvendo a todos. A condição era clara: quando encontrassem a adaga roubada de Azrok, seriam obrigados a trazê-la de volta. Thia nos alertou, com a voz pesarosa, que seríamos consumidos pela dor e pela fraqueza se falhássemos. Agora carregamos o peso dessa promessa amaldiçoada — e sabemos que, ao tocar na adaga, a obrigação selará nosso destin...