Dia 12 de Chess

O dia começou com tensão. Pietro afirmava ter encontrado um caminho direto para o terceiro nível de Undermountain, e o grupo decidiu verificar a informação. Antes disso, porém, retornaram ao esconderijo de Rizzeryl para falar com o drow. Ao entrarem na sala marcada pelo mural do darkmantle,conversaram com ele e começaram uma negociação sobre como descer de forma mais segura. Mas antes que qualquer palavra fosse dita, Thia atacou. Como serva de Angharradh, ela não podia tolerar a presença de um drow manipulador, e temia que o grupo continuasse fazendo acordos com ele.
O combate foi rápido e violento. Rizzeryl lançou-se à invisibilidade, convocou seu quasit e chamou os wererats aliados. Pietro e Thia foram infectados durante a luta, apesar de não saberem disso na hora, mas o grupo venceu. Com o drow morto, encontraram sua chave de pedra, sua varinha marcada com o símbolo de Xanathar e seu grimório escondido sob o piso. Com isso resolvido, seguiram para o terceiro nível.
Assim que desceram, a primeira área que exploraram foram as antigas catacumbas dedicadas a Dumathoin. As paredes lisas exibiam relevos de montanhas riscadas por veios minerais, e o chão de mármore estava coberto de poeira antiga. Nichos alinhados continham os ossos de anões devotos do deus, suas armaduras reduzidas a pó e pequenas contas de pedra usadas para trançar as barbas dos mortos. O ambiente era silencioso e reverente, mas carregado de presságios.
Deixando as catacumbas, avançaram para uma área mais ampla — e foram surpreendidos. Três quaggoths surgiram das sombras, atacando com fúria selvagem. Antes que pudessem reagir, quatro aranhas de fase emergiram do Éter, golpeando de todos os ângulos. A batalha foi desesperadora. O grupo lutou pela vida e quase morreu com mais da metade do grupo inconciente. Exaustos e sangrando, recuaram para um corredor próximo, onde montaram acampamento e dormiram nos segunda andar.
Após recuperarem parte das forças, investigaram o salão iluminado por cristais vermelhos incrustados nas paredes superiores, proximo do local onde descançaram. Os relevos de anões haviam sido distorcidos por magia, transformados em tentáculos de pedra que se moviam suavemente quando alguém passava. No extremo oeste, portas duplas gigantescas eram guardadas por esculturas de anões em armaduras pesadas.
Seguindo adiante, encontraram um vasto salão onde cinco esqueletos de dragões metálicos adultos estavam montados com fios e cimento. Alguns ossos haviam caído, mas as estruturas ainda eram imponentes. O grupo passou muito tempo examinando os restos, mas encontrou apenas uma inscrição em élfico dizendo que alguém já havia levado o que estava na boca de um deles.
Mais adiante, descobriram quatro cariátides de mármore branco representando elfas segurando ramos floridos. Um quadrone circulava as estátuas, fazendo sons mecânicos enquanto observava o grupo. Com a frase correta, ativaram o poder das cariátides, que emitiram uma luz pálida e removeram a maldição que afligia Thia e Pietro. A doença, porém, persistia e teria de esperar outro dia.
Após a cura parcial, o grupo começou a desconfiar de Thia e Pietro devido à infecção. A tensão crescia, mas decidiram seguir juntos por enquanto para a saida da masmorra em busca de ajuda. Em outra área, no primeiro andar encontraram um golem quebrado, ainda emanando ameaça. O grupo o destruiu completamente, encerrando qualquer risco. Com isso, seguiram para uma passagem secreta no primeiro andar, cuja origem ainda seria revelada, mas que prometia novos caminhos e perigos.

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