Dia 11 de Chess

O grupo desceu para o segundo nível de Undermountain, onde o ar era mais quente e pesado, e o som de martelos, vozes estridentes e passos apressados ecoava pelos corredores. Logo perceberam que haviam entrado em um território vivo — caótico, perigoso e cheio de oportunidades.
A primeira grande área que encontraram foi o Bazar Goblin, um mercado improvisado onde cerca de quarenta goblins viviam, negociavam e gritavam entre si. As paredes, antes decoradas com relevos de anões carregando suprimentos, haviam sido vandalizadas com caricaturas grotescas de goblins desenhadas em carvão.
No salão principal, goblins montavam um palco tosco para futuros leilões de escravos.O grupo seguiu adiante até chegar ao coração do bazar: a sala de Yek, o Alto.
A sala era iluminada por tochas tremeluzentes. Quatro bugbears guardavam os cantos, enquanto dez goblins se espalhavam por almofadas mofadas. No centro, reclinado sobre um monte de almofadas, estava um homem de aparência impecável, usando um círculo dourado na testa — Yet.
Preso à parede sul, acorrentado e amordaçado, estava Copper Stormforge, um anão de cabelos cor de cobre e rosto humilhado pela ausência da barba. Ele era um dos traidores de Halleth Garke, o revenant que agora acompanhava o grupo e foi logo reconhecido pela descrição que Halleth tinha dado.
Após negociações tensas, Yek concordou em vender Copper como escravo. O anão, tomado por ódio e desejo de vingança, ofereceu-se para ajudar o grupo a massacrar os goblins. Gunnar, porém, preferiu manipulá-lo — usá-lo enquanto fosse útil e eliminá-lo quando chegasse o momento.
Deixando o bazar para trás, seguiram por um corredor onde afrescos animados de anões trabalhavam, bebiam e acenavam para os aventureiros conforme passavam. A magia era inofensiva, mas perturbadora.
Mais adiante, encontraram corredores repletos de ferramentas anãs antigas — bigornas, martelos, tenazes e cinzéis cobertos de poeira. No fim do corredor oeste, descobriram um portal arqueado com o símbolo de uma árvore morta. Parecia exigir um galho seco para ser ativado, mas o grupo decidiu não arriscar.
Seguindo por uma descida, chegaram a um antigo salão de festivais onde dois monstros da ferrugem brigavam por um capacete enferrujado. Preferindo evitar o confronto, recuaram silenciosamente.
Em outra sala, arrombaram uma porta protegida por magia e enfrentaram quatro nothics, criaturas de um olho só, enlouquecidas e famintas. A batalha foi rápida, mas desgastante.
Seguindo por um corredor estreito, o grupo encontrou uma porta com um mural pintado: um darkmantle descendo sobre um anão distraído por uma gema brilhante. A porta estava selada por magia, mas com esforço e determinação, conseguiram forçá-la.
Dentro, encontraram o esconderijo de Rizzeryl, um drow de pele púrpura e olhos vermelhos. Com uma voz imaterial, sondandou as intenções dos intrusos com voz suave e calculada.
No centro da sala, uma mesa exibia um mapa improvisado, feito de pequenas pedras cuidadosamente arranjadas para representar paredes, portas e corredores do nível inteiro. Wererats espreitavam nas sombras, aguardando apenas um comando do drow.
Rizzeryl então fez sua proposta: matar os dois líderes da Guilda Xanathar naquele nível — Nadia the Unbent e Shunn Shurreth — e trazer suas cabeças.
Em troca, ofereceria um “presente” que tornaria a exploração de Undermountain mais fácil. Além de ele também revelou conhecer o caminho para Skullport através do nível 3.
O grupo seguiu para o primeiro dos postos indicados. O corredor de entrada era guardado por bugbears e o corredor estava repleto de armadilhas de dardos envenenados, mas o grupo avançou e derrotou os guardas. Mais adiante, encontraram um drow parcialmente transformado em aranha, com oito olhos vermelhos e fangs brilhantes. Ele tentou negociar, oferecendo ouro em troca da captura dos licantropos-ratos que o incomodavam. Mas o grupo não estava ali para acordos. A batalha foi brutal. Shunn escalou paredes e teto com movimentos aracnídeos, enquanto seus homens atacavam com ferocidade. Thia caiu. Copper caiu. Mas o grupo venceu. Na sala de tesouros da gangue, encontraram um baú com moedas e suprimentos. Após cerca de três horas de exploração, decidiram montar acampamento dentro de uma passagem secreta. Thia e Copper repousaram, assim como o restante do grupo. Quatro horas depois, bugbears invadiram o local. A luta foi feroz, mas os heróis prevaleceram. Durante o ataque, Copper, desconfiado e paranoico, fugiu sozinho pelos corredores. Gunnar foi o único a segui-lo. Mais tarde, retornou dizendo que Copper havia sido morto por um urso-coruja.
Ninguém contestou — mas a sombra da dúvida permaneceu.
O grupo investigou o segundo posto da Guilda Xanathar, mas o número de inimigos era grande demais. Voltaram a Rizzeryl e pediram reforços. O drow convocou seus aliados licantropos-ratos, e juntos lançaram um ataque devastador contra o posto. A batalha foi gigantesca, caótica e sangrenta. No fim, os aventureiros e seus aliados saíram vitoriosos.
Mas apos isso Pietro começou a ter visões de um veado espectral, possivelmente algum tipo de criatura, que o seguia por toda parte. Ele não conseguia mais se concentrar, murmurando sobre olhos invisíveis e passos que só ele ouvia.

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